sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Residências e Patrimônio Histórico de Carolina ameaçado de desabar com a alta do lençol freático


 Residências e Patrimônio Histórico de Carolina ameaçado de desabar com a alta do lençol freático

Muito se prometeu para Carolina com a construção da barragem de Estreito. Passado a euforia das construções, após a inauguração, o que restou do espólio foi muitos danos ambientais e territoriais. Um verdadeiro prejuízo de grandes dimensões.

O município perdeu mais de 30% do seu território, não recebeu os benefícios que outrora foram prometidos. O Consórcio, que construiu a Usina Hidrelétrica de Estreito – UHE, se vangloriava de que seriam gerados mais de 5 mil empregos, o que na verdade, muito pouco, ou quase nada ficou em Carolina ou cidades vizinhas, uma vez que estas não dispunha de mão de obra qualificada. Na verdade, sobraram as mazelas, imensas lacunas deixadas com o desmonte dos canteiros de obras um alto índice de desemprego.

Muita gente nascida na região se desfez de seus patrimônios convencidos pelo Consórcio que o valor a ser pago era justo e que daria para essas famílias sobreviverem em outras localidades, foi um engodo. O empreendimento foi colocado goela abaixo das comunidades e muitos tiveram suas propriedades inundadas e não foram indenizados e sabe-se Deus quando isso vai acontecer.

O município que teve um terço de seu território perdido foi pago valores irrisórios e nesse sentido são evidentes perdas irreparáveis ao município, como a Ilha dos Bodes, a praia, sítios arqueológicos, entre outras áreas, impactando, comprometendo o potencial turístico do município.

Carolina perdeu muito com a Hidrelétrica de Estreito. Existem situações em que hoje comunidades encontram-se assustadas, depois que as águas foram represadas para se formar o grande lago. A partir de então o lençol freático de toda região começou a subir muito e a cada dia sobe mais. E o que o Consórcio fez? Nada, a não ser colocar tábuas (espécie de duto), para medição do lençol freático em toda a cidade.
Com isso, as casas e pousadas do centro histórico de Carolina estão ameaçadas com rachaduras em suas estruturas, e em alguns casos, há locais em que as casas já estão afundando, podendo desabar a qualquer momento.



São danos irreparáveis para a vida social das comunidades que sofrem constantemente com os impactos das obras da Hidrelétrica de Estreito. O impacto social e ambiental é evidente e não se pode mensurar o tamanho deste. Espaços turísticos e patrimoniais, que ao longo da história tem colocado o município de Carolina como um dos principais destinos turísticos do sul do Maranhão, sumiram e outros, como o conjunto de casarios do Centro histórico da cidade, está ameaçado de desabar e outros pontos da cidade por causa da construção da UHE.

Mesmo percebendo que prevenção e a precaução não fazem parte do roteiro governamental, urge que se faça um esforço entre os poderes constituído, em especial o Ministério Publico Federal, no sentido de amenizar os estragos feitos pelas grandes obras da UHE. 


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